Onde eu começo e páras tu!

Segunda-feira, Novembro 08, 2004

O tempo passa e as pessoas esquecem-se…

Para muitos, a areia da ampulheta escoou cedo de mais e não foi o suficiente para memorizarem como foram os tempos de tão dolorosa adolescência. Os adultos são experts em maquilhar os traumas infantis e as dolorosas experiências da pré-adolescência. Quando atingida a fase adulta, o próximo passo de qualquer indivíduo é fomentar o que de mau criticavam e esquecer o que de bom defendiam. Falava-se frequentemente, na descrença da língua portuguesa, queixamo-nos que os nossos alunos não lêem e mal sabem falar. A descrença vai além leitura, além escrita, além língua portuguesa. A descrença está em nós e a língua não é mais do que uma desculpa. Aceitar a guerra do ensino é um acto de coragem, são demasiados campos de batalha para um só peão, as peças movem-se como num tabuleiro de xadrez, tudo tem a sua técnica e no fim só interessa quem sobreviveu à dita descrença. Os alunos são, para muitos, um pretexto de ordenado, para outros uma causa perdida, para poucos pedras em bruto. O 7º ano, tal como todos os outros, é um desafio. Os hábitos de leitura e de escrita vão-se instalando pouco a pouco e eles não se mostram tão relutantes quanto os próprios professores. Embora pouco usual, as aulas de língua portuguesa têm sido divertidas, brincamos com a língua, deixamo-nos enternecer aqui e ali, as palavras brincam connosco e os seus múltiplos significados fazem-nos rasteiras, escondessem atrás das silvas dos nossos conhecimentos e assustam-nos com determinadas grafias. Eles não resistem à língua Portuguesa, nós é que deixámos de resistir à pseudo língua portuguesa e fomos vencidos pelos vícios da oralidade.

Domingo, Outubro 10, 2004

Leote procura Márcia.

Eu sei que tenho andado desaparecida, mas às vezes tenho uma estranha necessidade de desaparecer, de conversar comigo, sentir as minhas mãos a enrolar os cabelos da preocupação ou da ansiedade. Andei fugida uma semana, mas voltei.

O Outono...

O mês de Outubro é um mês lindo, não fosse ele o MEU mês… o Outono faz-nos companhia, as primeiras chuvas já apareceram, as peúgas do Domingo começam a adquirir a sua importância, começa a tomar sentido partilhar um chá, espreguiçar-me nos teus braços e adormecer junto do teu peito.
Para completar o cenário, tenho a sorte de viver numa cidade linda, banhada por um rio maravilhoso e com uma serra de fazer inveja a qualquer outra cidade.

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

Morte a cantanhede

Esses gajos deviam ser proibidos de sair à rua. E aviso já que hoje estou-me nas tintas para as asneiras e coisas afins! Merda para as cartas de condução que saíram na farinha ampáro, durante tantos anos. Os renauld clio deviam, igualmente, ser todos demolidos e os seus condutores submitidos a testes rigorosos!
E ficam já avisadas as gajas de Portugal, que eu Sardas Maria, nunca mais páro em nenhuma passadeira para nenhuma de vós passar!

Segunda-feira, Setembro 27, 2004

Eu quero...

Estou farta de queixas, enfadam-me, deixam-me em baixo, triste e preocupada com quem se queixa! Os meus caminhos são os mesmos, as minhas gentes também, os delírios mantêm-se e a vida não é aqui (como escreveu Milan Kundera). Quero acordar de manhã e ter quem me faça sentir viva, quero sorrir ao ouvir a sua voz, quero olha o Sado e sentir-me dele, vê-lo a discutir com a aurora, só por causa do meu sorriso, quero deleitar-me debaixo de umas das árvores dos jardins do palácio do Luxemburgo, quero ver o entardecer numa casa de campo em Nápoles, e adormecer na companhia de um bom vinho da região. Eu não entendo esta ansiedade de ganhar, de comprar um carro melhor que o do vizinho, pavonearem-se com o vestinho de João Rolo e não saber como é bom o pôr – do - sol da Arrábida. Bolas, eu quero tanto e tenho tão pouco. E entristece-me ter de admitir que eu mesma, acabei o meu post queixando-me de algo. Ups!

Quinta-feira, Setembro 23, 2004

Toi et moi

Je me sens, je m'aime, je veux être personne,ayant ma personnalité, je respire ta peau, je rêve de ton regard, de ton corps que m’emprisonne et me donne de la tranquillité.

Segunda-feira, Setembro 20, 2004

O meu fim-de-semana, parte II

Pensavam que ficavam por ali?
Eheheh, isso seria um fim-de-semana banal. ´´E claro que, depois de vestida para matar, eu tinha de sair, pavonear-me um pouco, circular, deixar ser fotografada. Ah pois é bebé! Gaja que é gaja precisa de se sentir adorada, mimada e muitas outras coisas.
Dancei até às 4 e tal, deitei-me às 5:10 e ainda tinha muita coisa em mente para fazer!
Podem não perceber o entusiasmo porque muito só é lido nas entrelinhas. A vida é bela e amarela, muitas vezes ela surpreende-nos.
Agora sim, acabei…

o meu fim de semana

Eu sei que não vou estar à altura de descrever o meu fim-de-semana. Para isso eu teria de ser um Eça ou um Saramago, para poder conciliar longas descrições e me desculparem a falta de pontuação….
Pais fora!
Casa só para mim. O mano não conta como gente, está bem amestrado!
A parte da tarde na praia.
Praia a 0.1%.
Sol Tróia. Um sol, uma temperatura e uma água fantástica.
Hora de chegada: 15:55
Hora de saída: 18:45
Hora de chegada à fila para os ferry’s boats: 19:20
Hora de chegada a Setúbal: 20:30
Um entardecer pintado a aguarela só para mim, todos os mimos do mundo que há muito precisava e para estragar o cenário uma aflição enorme a nível da bexiga. Há coisas que não deviam existir em certas situações. Nos filmes, nunca, ninguém tem vontade de ir à casa de banho.
Bem, continuando.: chegada a casa, a minha pele degustou de cuidados intensivos depois de um banho relaxante e umas massagens esplendorosas, com as quais me deleitei na praia. Às 21:45 fiz o jantarinho: amêijoas à Sado. Por volta das 23:00 estava a ouvir a pergunta tonta do mano: “olha lá, tomaste banho com LUX?”

Sexta-feira, Setembro 17, 2004

dassssss

A sério, há gajas que não se mancam e depois queixam-se que os gajos não lhes ligam. São estas fulanas que me envergonham. Como é que em pleno século XXI, ainda ninguém lhes disse que existe uma coisa peganhenta, que se chama cera e que serve para entre outras coisas, arrancar os pêlos! Sejam eles quais forem…. Como é que, ainda, ninguém lhes explicou para que servem as sombras???? Não são de certeza para borrarem os olhos todos, até, quase, ao cimo das sobrancelhas…. Como é que há gajas, que ainda por cima são professoras, têm menos de trinta anos e comem com a boca aberta, bebem sumo quando ainda têm comida na boca e arrotam sem pedir licença????? Sim, porque são estas gajas que vão ensinar os meus supostos filhos, quando estes atingirem a suposta idade de irem para a escola!
E ainda há mais! Sim, porque se fosse só isto ainda nós, mulheres, estávamos bem! Eu explico: isto das idades tem muito que se diga. As de trinta anos, ainda não descobriram a caixinha das pinturas da mummy e as de quarenta ainda não se aperceberam do quanto ridículo é andarem a mendigar a presença masculina junto delas! Gajas tenham juízo, frases como “Tu Pedro, é que me enchias as vistas!” Não são para ser ditas na presença dos ditos machos. Ainda por cima, quando esses suposto machos, são do mais abichanado que eu já vi! Tenham dó, suicidem-se, parem de me envergonhar, saiam de casa e descubram o mundo. Ou então fechem as portas de casa, para sempre!